Banco não liga pedindo senha, código de mensagem ou número do cartão. Se alguém ligar com esse pedido, é golpe, mesmo que o número no visor pareça o do banco. Desligue, pegue o telefone oficial no verso do cartão ou dentro do aplicativo e ligue você mesmo.
O golpe funciona porque a ligação parece verdadeira. A pessoa fala com educação, usa o seu nome completo, cita o final do seu cartão e diz que liga para proteger a sua conta.
Não existe situação em que o banco precise da sua senha. Quem trabalha lá enxerga a sua conta pelo sistema interno.
O que nunca vai ser pedido por telefone
Vale decorar esta lista curta. Qualquer item dela na ligação já é motivo para encerrar:
- Senha do cartão ou do aplicativo: em nenhuma hipótese, nem “só os quatro primeiros números”.
- Código que chegou por mensagem: esse número autoriza uma operação na sua conta. Quem pede está tentando entrar nela.
- Número completo do cartão, validade e o código de três dígitos do verso.
- Instalar um aplicativo durante a ligação: costuma ser um programa de acesso remoto, que deixa a pessoa ver e mexer no seu celular de longe.
- Transferência para uma “conta segura”: conta segura não existe. O dinheiro enviado assim vai embora.
- Entregar o cartão para um motoboy: banco nenhum busca cartão na casa do cliente.
A cartilha de segurança do CERT.br reúne orientações sobre esse tipo de contato, e a Febraban, entidade que representa os bancos no Brasil, mantém material sobre segurança bancária.
Por que o número no visor parece o do banco
O número que aparece na tela pode ser escolhido por quem está ligando. Existe tecnologia para isso, e é o que faz o golpe convencer tanta gente. Ver o telefone certo no visor não prova nada.
Em telefone fixo antigo, a linha pode continuar aberta se o outro lado não desligar. Prefira ligar do celular. Se só tiver o fixo, confira se há tom de discagem antes.
O que fazer quando o telefone tocar
- Não confirme dado nenhum. Nem nome completo, nem CPF, nem final do cartão.
- Diga que vai retornar depois e desligue. Você não deve explicação a quem ligou.
- Pegue o número oficial no verso do seu cartão ou dentro do aplicativo do banco.
- Ligue você mesmo e pergunte se existe algum contato registrado em seu nome.
- Se chegou a falar alguma coisa, troque a senha na hora e avise o banco.
- Confira o extrato dos últimos dias e registre boletim de ocorrência se houver movimentação estranha.
Como a senha é o alvo desse golpe, vale caprichar nela: veja como criar senhas fortes e não esquecer. Quando a conversa termina em pedido de transferência, o assunto costuma ser o mesmo de golpe do Pix devolvido por engano. E se o difícil for tocar no assunto em casa, existe um caminho em como falar sobre golpes com um pai que não gosta de ser corrigido.
Deixe pronto hoje
- Anote o telefone verdadeiro do banco na agenda do celular, com o nome do banco.
- Cole um papel perto do telefone fixo com a frase “eu desligo e ligo de volta”.
- Combine com a família que ninguém repete código de mensagem por telefone.
- Peça ao banco um limite baixo de transferência para o dia a dia.
A regra de ouro é curta: desligue e ligue você. Se ficar dúvida sobre o aparelho ou sobre a mensagem que chegou junto, dá para conferir num uma visita em Maringá e região. Quem atende de verdade nunca pede senha e nunca toca no seu cartão: a senha quem digita é sempre você.
Perguntas frequentes
O banco pode ligar pedindo a senha em algum caso?
Não, em caso nenhum. Bancos não pedem senha, código de mensagem, número do cartão nem o código do verso por telefone. Encerre a chamada e ligue de volta pelo número impresso no cartão ou pelo telefone que aparece dentro do aplicativo oficial.
Atendi e falei meu nome e meu CPF. Corro risco?
Nome e CPF sozinhos não movimentam a sua conta. Fique atento nos dias seguintes a novas ligações usando esses dados, confira o extrato e não aprove nenhuma operação que você não tenha começado.
E se for mesmo o banco ligando e eu desligar?
Nenhum problema. Se o contato for real, o assunto continua disponível quando você ligar de volta pelo número oficial ou entrar no aplicativo. Bancos registram os contatos feitos com o cliente, então o atendente localiza o caso.